cop do brasil, estaduais, cbf, federações.

ALGUMAS SUGESTÕES PARA NOSSAS competições: o campeão brasileiro da série A enfrenta, em casa e na primeira rodada, o vencedor da série B. Não precisa necessariamente ser instituído um troféu, mas seria uma boa ideia para jogo inaugural do campeonato. Para a Copa do Brasil: na primeira rodada os jogos continuam sendo regidos pelo critério do clube com menor ranking mandar a partida em casa mas com alguma desvantagem, mas a partir da segunda rodada haveria algo parecido com o critério da Copa Davis de tênis: se o Sport Recife e o Vitória de Salvador se enfrentarem e a última partida for em Recife, na próxima vez que se encontrarem o jogo de volta será em Salvador. Após a instituição desta regra apenas os confrontos inéditos serão decididos por sorteio. Mais um aspecto sobre a tradição: se um clube costumar agir como franquia, quem tiver o direito sobre a fantasia também carregará os pontos no ranking e os históricos de confrontos consigo, (os embates da primeira rodada, por serem jogo único, só podem ser levados em consideração antes de que seja feito um sorteio se houver empate na colocação/pontuação dos ranqueados).

ALIÁS, OS CONFRONTOS DA PRIMEIRA rodada da Copa do BRasil são todos definidos aleatoriamente ou há critérios políticos? Não digo o chaveamento em si, para este deve ter algum sorteio, mas e os confrontos em si? È uma questão um tanto embaraçosa, pois somos um país continental e pode haver certos critérios para coibir grandes deslocamentos, mas isto não pode ser feito ao bel prazer das negociatas das federações com a confederação sobre clubes de um tal estado irem a outro tal estado: há de haver critérios minimamente objetivos para que sejam determinados estes confrontos.

QUANTO AOS ESTADUAIS E AO RESTO do calendário, devo dizer que, como todo bom palpiteiro, não estudei o caso e não sei realmente qual o interesse da CBF neles além de quase zero, mas isto não quer dizer que a CBF seja um ente por si só, uma confederação independente das federações que a formam - se bem que é isto o que diz a FIFA, não? Talvez por não existir a necessidade de CONFEDERAÇÕES de Futebol mundo afora, mas a FIFA escolhe uma entidade por país para ser sua filiada. Sendo assim, a CBF(CBD), que era mais um arranjo (nem sempre amistoso) SP-RJ, ganhou, com a crescente importância da FIFA (ou, sei lá, talvez tenha havido uma Havelangização/Teixeirização como o fator mais importante), uma importância que antes não tinha e tem um poder enorme sobre as federações estaduais. Talvez não SOBRE as federações, mas é um poder, no mínimo, concorrente, e sem dúvidas maior que o de quaisquer delas sozinhas. Quem sabe talvez não seja a hora de uma ruptura ou, no mínimo, uma dura negociação por uma Liga?

O FATO É: HÁ CADA VEZ MENOS ESPAÇO para os estaduais como os conhecemos, ao menos para os estaduais de SP, RJ, MG, RS e quaisquer outros estados com pretensões de grandeza aqui no país (PE, BA, PR, SC). Resta saber se teremos um impacto positivo neste novo tipo de arranjo, mas sou mais saudosista que outra coisa: os Clubes, a medida que crescem e até mesmo para adicionar à própria grandeza, deixam de disputar torneios meramente locais para alçar somente vôos maiores, é o natural. Talvez o impacto sobre os Clubes menores seja menor do que acho, talvez seja mais benéfico para uma Ponte PReta disputar um paulista sem os quatro grandes ocasionalmente e isto, apesar de diminuir a importância da conquista de um clube do interior, proporcionaria a mais clubes a chance de um campeonato. Definitivamente a polarização continuaria, até aumentaria a distância entre os clubes, mas o da base também teriam seu crescimento e até lutariam por taças. Quem sabe uma primeira fase sem os grandes? Mas é que realmente não consigo ver o final de campeonatos centenários como algo de positivo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

brasileiro 2019

Ceni e Boselli

linha de passe espn, o melhor programa da melhor emissora