Futebol magia como uma narrativa de futebol (ok, desenvolvo depois esse tema. Agora estou mais na "vibe" do hexa a qualquer custo)
O JORNAL THE INDEPENDENT, em uma coluna publicada pouco antes do jogo das oitavas de final contra a Colômbia nesta Copa de 18 (agora que atinei que os números das Copas irão se repetir século após século e que ao chegarmos na de 2030 não poderemos nos referir a elas pelos números de suas dezenas - o mesmo problema para o "década de 20" quando falamos ao século XX, as duas grandes guerras deram um jeito de "fixar" as datas desse século, ou eu estou exagerando? ) escreve que a seleção inglesa não é tão boa, mas não é tão má, naquela melancolia de gato escaldado, mas deixa transparecer aquela pontinha de sonho quando narra uma possível trajetória (além de elogiar a Colômbia):
"But come through it, and England will no longer be hopefuls but genuine tournament contenders. Sweden or Switzerland in a quarter-final would demand respect but not trepidation; a limited Russia or a tiring Croatia side would be about as salubrious an opponent as one could possibly hope for in a World Cup semi-final. We’re getting ahead of ourselves here, of course, but the point is that of all their potential forthcoming games, Colombia is by far the most dangerous. Win it, and England can truly and legitimately begin to dream."
EU TENHO UMA ESTIMA por outsiders, por azarões, por histórias bonitas de conquista e de torcida apaixonada, histórias de elencos se superando e conquistando vitórias e o(s) título(s). Com a Itália e Holanda fora da Copa, Alemanha na lanterna de um grupo com Suécia, México e Coréia do Sul, Espanha, Argentina de Messi e Portugal de Cristiano Ronaldo perdendo nas oitavas, restam somente o Brasil e a França entre os países que foram recentemente campeões OU têm estrelas no (considerado) topo do mundo.
INGLATERRA E URUGUAI já venceram a Copa, mas a conquista mais recente é de 1966. Até a Holanda, que não venceu, geralmente é considerada mais "forte", tem mais camisa que essas duas (embora o Uruguai venha recuperando sua estima desde 2010 ainda está abaixo da Holanda, a não ser que essa geração holandesa realmente não se emende). Eu colocaria as três no mesmo patamar pelo motivo de as duas primeiras terem títulos e a última ter sido mais presente em termos de Copa do Mundo (de 94 para cá).
DE RESTO, ATÉ A BÉLGICA, que tem um timaço, é outsider: nem tem retrospecto recente que meta medo, nem jogadores que já foram TOP 5 do mundo, mas com certeza tem um elenco de respeito E que vem da disputa da Copa de 14, está como outsider mais por história e fria estatística do que por estar em posição efetivamente inferior. De todo modo, incluídas Croácia, Suécia e Rússia, são seis chances de termos ou um campeão inédito, ou um campeão que há no mínimo 50 anos que está na fila. A própria França iria "apenas" para seu segundo título!
SERÁ UMA HISTÓRIA interessante a se contar, caso um dos seis citados parágrafo acima seja o campeão. Até a Colômbia, que foi colocada pelos ingleses do TI como a mais forte que poderiam enfrentar no mata-mata, poderia estar nessa conta. Mas o tal do 7x1 deu um nó na minha cabeça, se antes eu até poderia pensar num "seria legal" ainda com o Brasil na disputa, agora eu só penso no hexacampeonato, deixa a magia do futebol como "plano B" desta vez
Comentários
Postar um comentário