4-2-4
VOLTAMOS AOS TEMPOS remotos do ataque desenfreado, com cinco, seis, sete escalados à frente? Não, mas o 4-2-4 apresentado por Carille com o seu Corinthians desde o começo de 2018 tem tentado a disso se aproximar. A dificuldade se dá pelo fato de os reportes antigos nos darem conta de que realmente eram atacantes perigosos, pontas de lança agressivos, no máximo um volante, na prática não é bem assim que o Corinthians se apresenta etc. mas é bem expressivo jogar com dois atacantes e dois meias ofensivos (às vezes tem jogado o sheik no lugar de um dos meias!) mais os apoios dos laterais, às vezes do volante. Um Futebol total a seu modo: faz a pressão no adversário, mas sem bagunçar muito a formação em si, estilo paulistano mesmo, engomadinho, certinho, na linha. E Corinthians, claro.
(Digo isso mas em breve deve ter jornal argentino arrotando que o brasil perdeu sua classe, e com certa razão: eles ainda hoje guardam a posição do meia clássico em seus grandes times. Talvez seja esse o problema da seleção: falta o meia clássico, para jogar COM Messi. Ficaram tão encantados - e com razão - com o MEssi, o estupendo, que esqueceram que um bom meia que carregue a bola e a distribua com açúcar aos companheiros podem fazê-lo ainda mais fatal. Ganso deveria voltar para um River, um Boca, fossem os valores compatíveis e embasbacar os Hermanos - e a si mesmo, por eles.
Reportagem do dia 19 de abril de 2018 fala sobre o treino dos jogadores do Palmeiras: o time titular foi dividido em dois, um com os cinco que atuam mais pela esquerda, outro com os que atuam pela direita, cada time com um zagueiro, um lateral, um volante um meia e um atacante. E esses dois combinados de titulares enfrentava dois outros combinados entre os reservas na vertical equivalente do campo.Talvez eu seja completamente noob a respeito e esse é um treino tático comum, o que falaria diretamente contra meu já irrelevante currículo, mas achei interessante e aqui retuíto, digo, reescrevo.
Comentários
Postar um comentário