do bolão ao PVC

SE AS ÚLTIMAS POSTAGENS provaram algo foi que prognósticos não são assim tão fáceis de fazer. Quando um palpiteiro profissional dá os seus, pior ainda se for no começo da temporada, é por própria conta e risco. Se falar sobre resultados em fim de temporada, com bastante variáveis já analisadas e tendo mais ou menos determinado o quanto e para onde podem variar, erros acontecem, no começo da temporada é puro achismo mesmo. Estamos falando de previsões de uma temporada em um dos esportes em que mais há possibilidade para aparecerem desvios em trajetórias.

ATÉ PARA CLUBES ENORMES é difícil manter padrão de jogo, mesmos jogadores, mesmo técnico,  sem contar que esses mesmos clubes enormes volta e meia competem entre si, e que, mesmo mantidos os fatores citados, só tem vaga para um vencedor por jogo, por campeonato. Análise sem a bola devidamente rolando, não rola. Então, rodada a rodada, enquanto se assiste aos jogos e se compreende o futebol que está sendo jogado, é que a coisa deve ser feita. Acho massa demais quando  um jogo obscuro do campeonato alemão é narrado para além do "esse de verde é o time da casa e tem dois brasileiros, mas no banco". Ok que há todo um aparato de estatísticas disponíveis mas  é diferente quando o cara manda um "esse jogador tal fez um bom trabalho ano passado jogando mais pelo meio, mas agora que está deslocado para o lado direito do campo está mostrando mais eficiência", ou seja, mostrar mais da parte tática e técnica e deixar os aspectos menos importantes como se já fossem sabidos do espectador. Falar mais do que se vê, do que utilizar jargões consagrados que, bem, se encaixam em qualquer análise, são mais muletas que argumentos. 

NISTO A EQUIPE DA ESPN é imbatível. É saber o máximo possível o que cada um que está em campo está fazendo, não pegar frases feitas e aplicá-las jogo após jogo. No SporTV tem um ou dois comentaristas, mas de tênis, que também fazem isso: conhecem bem os jogadores e aplaudem igualmente os feitos tanto do cabeça de chave, quanto do azarão. O jargão não é utilizado para supostamente informar, mas com a função original, de entreter. Sou fã de Sílvio Luís, que faz exatamente o que critico aqui, mas de maneira maestral, original, engraçada (outra ranhetice: não sou fã dos engraçadinhos). Olho no lan-ceeeeee. Tem muita cópia que não me agrada, mas, vejam, gosto de UM narrador que faz isso, não do estilo em si. O PVC (cria da espn, hoje na Fox), chato e com uma dicção que só não é pior que a minha, dá de dez a zero em vários engomadinhos, pois além da enxurrada de estatísticas, ele se empenha em analisar o que está acontecendo no campo, não em repetir o que está no resumão que passaram pra ele. Pena que o pacote aqui de casa não tem espn :(

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