(preciso aprender a não escrever somente sob a perspectiva do Corinthians, mas, para isso, teria de assistir mais jogos dos outros Clubes
HOJE É O DIA DO DÉRBI PAULISTANO. Escrevo às 13:00, horário local aqui de Maceió (uma hora antes do horário de verão, portanto). E estou preocupado. A saída de JAdson do time acabou sendo inevitável, o cara passou o ANO TODO jogando na posição errada, ele é o cara da enfiada para o gol. Agora, já era.
O GRANDE PROBLEMA é se o time vai responder sem um meia de talento como ele, por mais que ele esteja com dificuldades de se aproximar da área. Vamos às modificações: Camacho entrou no lugar de Maycon e Clayson no lugar de Jadson. Camacho tem o poder de passe melhor que o de Maycon, mas corre menos e não está entrosado no time (não que o entrosamento venha fazendo diferença no segundo turno). De todo modo dá para analisar como sendo "6 por meia dúzia".
JÁ A TROCA DE JADSON POR CLAYSON é mais problemática, as características são completamente diferentes. Jadson é um meia ofensivo que estava relegado à marcação por um dos lados do campo e Clayson é um atacante que pode fazer esse papel de recompor para marcar pelo lado do campo - e acabam aí as semelhanças, que são mais em razão da função tática que o jogador é obrigado a fazer do que em relação às características dos mesmos.
A SORTE É QUE O PALMEIRAS não joga com muitos no meio-de-campo, também usa os atacantes de lado de campo, não vai ser tão bizarro quanto o Brasil que entrou no 4-3-3 contra uma Alemanha com cinco no meio (se contarmos o Muller como um meia avançado, de todo modo com mais características de jogador de meio que Hulk e Bernard, por exemplo). Então, a predominância no meio-de-campo, a princípio, não vai ocorrer, vamos ver se Moisés vai receber alguma atenção especial. Dudu também é perigoso, mas mais como ponta driblador do que como cérebro. Marcar Moisés vai ser a chave para o jogo de hoje. Uma derrota e o que parece inevitável vai se transformar em realidade. Um empate serve para postergar o sofrimento.
ENFIM, NÃO VEJO UMA VITÓRIA do Corinthians hoje como possível, algo que seria parecido com aquele (icônico) primeiro jogo do ano, também em Itaquera, pelo paulista. Vencemos por um a zero, tomando sufoco e com um a menos. Mas algo mudou no timão. Previsão de tensão máxima para hoje, acima da "normal" do dérbi, e o Corinthians não parece ter aquela mesma "cabeça de gelo" do primeiro semestre.
(E FICA A TORCIDA PELO MENOR DOS MALES: o Santos ser o campeão. Ah, como eu era feliz torcendo contra o Grêmio, que hoje poderia ser o primeiro do Sul campeão nos pontos corridos - algo que pode ser relevado caso venha a Libertadores, mas... E EU?)
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